I Encontro Mulheres em Pauta: história oral, gênero e muito mais!

Conseguimos sentir o alcance da história oral quando, ao sair dos nossos espaços costumeiros de discussão, nos deparamos e encantamos com os rumos que seus ensinamentos podem tomar.

Evidentemente reconhecemos a existência de diversos grupos que têm a história oral como denominador comum, apesar das diferentes formas que esta prática pode assumir.

No caso do NEHO-USP, esta certeza é sempre estimulante, já que vários pesquisadores do grupo atualmente atuam em instituições pelo Brasil afora. De alguma forma, sempre estendendo os tentáculos desta forma de saber que se populariza e suscita novas reflexões.

Os frutos deixados podem surpreender!

Este é o caso do movimento que tem tomado corpo na UESPI, em Parnaíba, no Piauí. Os alunos e alunas do curso de História, que contaram com a presença da professora Marta Rovai durante um ano, foram responsáveis por reforçar a sensação de que a história oral se desdobra em muitas possibilidades.

Nos dias 6 e 7 de março, foram estes estudantes e pesquisadores, com ênfase para as mulheres do grupo, responsáveis pela realização do I Encontro Mulheres em Pauta. O evento reuniu, além do público acadêmico, a comunidade e os poderes públicos da cidade. O objetivo foi discutir e refletir aspectos concernentes às condições das mulheres tanto da região como em seus aspectos mais abrangentes.

O primeiro dia foi voltado para o lançamento do livro “A greve no masculino e no feminino [Osasco, 1968], de Marta Rovai, e para o debate do I Mulheres em Pauta: Narrativa, Reflexões e Diálogos, com a participação de Marta Rovai, Marcela Boni e Mary Angelica Tourinho.

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O segundo dia foi destinado à apresentação e orientação de trabalhos em desenvolvimento ou pretendidos dos estudantes da universidade, nesta ocasião, voltados para as questões de gênero.

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Os assuntos abarcaram projetos das áreas de História, Direito e Saúde e se debruçaram sobre temas como a Lei Maria da Penha e seus desdobramentos, a prostituição, o atendimento em saúde às vítimas de violência, a produção cultural, bem como as experiências das populações locais, especialmente as dos pescadores e “pescadeiras” da região.

A diversidade de temas e abordagens dialogam intensamente com o histórico do NEHO-USP, onde são tão marcantes as variedades temáticas e desdobramentos das pesquisas. É possível dizer, sem titubear, que falamos a mesma língua!

A felicidade e satisfação que este encontro propicia às reflexões em pauta no grupo do NEHO é algo estimulante! Saber que em outras paragens, tão distantes geograficamente, temos os mesmos pressupostos e, mais que isso, os mesmos anseios reflete o que, em parceria, almejamos. A transformação dos espaços onde atuamos em nossas práticas cotidianas e subjetivas.

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Avante!!!

Conhecimento é pra compartilhar! O rádio como espaço de difusão e valorização de saberes em diálogo com a história oral

Por Marcela Boni

Em tempos em que o audiovisual ocupa cada vez mais espaço, muito já foi dito a respeito das transformações metodológicas nas práticas utilizadas pela história oral. Cada vez mais são produzidos vídeos com o intuito de contar histórias das mais diversas modalidades e com objetivos que são tão múltiplos quanto os formatos dos documentos produzidos.

Entretanto, ao nos voltarmos para a história desta área de conhecimento, verificamos a centralidade da oralidade. E basta que nos permitamos um simples exercício para percebermos o quanto a experiência sensorial ligada à escuta é particular e insubstituível. Exemplo prosaico seria comparar ouvir uma música e assistir ao videoclipe da mesma. Embora o vídeo possa ampliar o circuito criativo dos envolvidos com a obra, sua recepção pelo público tende a minimizar as imagens criadas pelos próprios ouvintes ao ouvirem a música. Não é à toa que muitos de nós já nos pegamos ouvindo músicas de olhos fechados…

Com isto, pretendemos evidenciar as especificidades da oralidade e dos sons e trazer ao diálogo as múltiplas possibilidades existentes no rádio enquanto meio de comunicação. Sabemos que seu status de elemento principal na divulgação cultural há décadas foi substituído pela televisão. Porém, diferente de tirar de cena o rádio, esta nova condição estimulou criativamente o espaço que ocupa, ressignificando seu potencial em termos de produção e difusão de conhecimentos e saberes, bem como das relações estabelecidas com o público.

Em alguns casos, os que valem a reflexão aqui posta, as rádios absorveram de forma brilhante este potencial, agregando à vocação de “tocar músicas” um comprometimento com a sociedade e, sobretudo, com os grupos que pertencem às comunidades próximas. Falamos, sobretudo, das rádios comunitárias que sem dúvida se prestam muito mais que a divertir seus ouvintes. Além do entretenimento, programas elaborados especialmente para tratar de temas contemporâneos e com caráter informativo casam de forma harmoniosa com a participação sempre possível com os ouvintes.

A rádio comunitária Rádio Cidadã, localizada no bairro do Butantã é exemplo de tudo quanto foi dito. Mas, para além desses atributos possivelmente o mais especial seja o de não “nivelar por baixo” seus ouvintes. Independente da formação da comunidade, todos são convidados mais que a ouvir canções selecionadas ou pedidas, a refletir sobre questões de revelo social, principalmente aquelas que envolvem diretamente os interesses mais particulares do local.

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Exemplo disso é o Programa História Cidadã, que tem como ponto de partida a discussão de temas históricos e de outras áreas correlatas e que conta com a participação de pesquisadores de diversas disciplinas para propor discussões e reflexões.

O Núcleo de Estudos em História Oral teve sua participação neste projeto. Algo que demonstra um diálogo promissor entre as possibilidades oferecidas pelos dispositivos oferecidos pelo rádio e os métodos e práticas da história oral.

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Em comum, ambos tem no contato com a oralidade seu canal de pensamento e disseminação de conhecimentos. Juntos podem promover inúmeras relações que se baseiem na valorização das histórias das pessoas, seu registro e, principalmente, sua publicização. Desta forma, convidam os sujeitos a protagonizarem suas histórias e, principalmente, sentí-las como parte integrante e indispensável dos processos históricos pelos quais passamos. Ao tornar de alcance público tais experiências, o rádio mais uma vez pode ressiginificar seu papel na sociedade.

Transcriação e colaboração: mais que conceitos, uma forma de compartilhar conhecimentos

Por Marcela Boni

Diante de tantas possibilidades que se mostram atualmente para o trabalho com história oral, por vezes nos deparamos com uma vivência de trabalho utilitária, ainda que comprometida com rigores relativos ao trabalho de pesquisa.

Certamente que tal situação não poderia ser imaginada poucos anos atrás, quando os estudos de história oral eram menos difundidos e gozavam de menos prestígio, sobretudo em ambiente acadêmico.

Não foi sem esforços grandiosos e insistentes que, acompanhando a ocupação de novos espaços, sobretudo, em ambiente comunitário e institucional, a reflexão teórica se tornou mais consistente. E, a despeito das diferentes tendências e abordagens nos usos da história oral, podemos observar uma produção teórica que se consolida pautada em discussões procedimentais, éticas e metodológicas.

Em todo caso, alguns procedimentos adotados por parte dos pesquisadores da área continuam sendo questionados, especialmente no que concerne à requerida cientificidade da produção de conhecimentos.

Dois conceitos são particularmente alvos de críticas neste sentido: o de colaboração e o de transcriação, ambos introduzidos por José Carlos Sebe Bom Meihy.

Em linhas gerais, tratam-se de conceitos cujas definições são complementares. Colaboração pressupõe justamente a aceitação de que o produto final de um projeto de história oral é resultado de uma dupla representatividade. Desta forma, pesquisador e entrevistado, aqui denominado colaborador, assumem a responsabilidade pelo produto confeccionado coletivamente. A entrevista de história oral, elemento central do trabalho é, assim, a reprodução de um encontro a partir do qual se constrói uma narrativa a respeito de determinado assunto ou tema pertinente à pesquisa.

Evidentemente não se busca, com isso, ocultar as relações de poder que se colocam, nem tampouco subtrair as diferenças de gênero, geração ou de origem que marcam as subjetividade envolvidas. Contudo, ao aceitar as condições colocadas abre-se a possibilidade de uma produção de saberes diferenciada porque atinente a tais contradições.

A idéia de colaboração, ao se amparar neste pressuposto convoca a elaboração textual que culmina com a transcriação.

Esta definição, apropriada da literatura, no campo da história oral confere ao autor do projeto a possibilidade de construção de uma narrativa atenta mais aos sentidos do que é falado durante a entrevista do que à reprodução de palavras de forma literal. Daí a importância do comprometimento por parte do pesquisador tanto com o entrevistado quanto com sua história. História esta, que se torna de conhecimento do pesquisador para além do momento da entrevista.

O envolvimento que se estabelece pode fugir à cientificidade exigida por alguns, entretanto denota o caráter humano que envolve o trato com pessoas que, mais que objetos de pesquisa, são protagonistas de suas trajetórias, as quais colorem nossas pesquisas e sem as quais não teríamos condições mínimas de levar a cabo projetos de história oral.

O mote para esta reflexão está relacionado a uma experiência pessoal desencadeada pela pesquisa de mestrado “Padecer no paraíso? Experiências de mães de jovens em conflito com a lei”, na qual foram entrevistadas mulheres que tiveram parte de suas histórias marcadas pela experiência de uma maternidade adversa.

As história ouvidas e reproduzidas em textos transcriados gerou não somente a dissertação de mestrado mencionada, felizmente!

Mas, foi apropriada por uma das colaboradoras, Solange Prudes, em parte da publicação idealizada pelo grupo “Mães de Maio” no livro intitulado “Mães de Maio, Mães no Cárcere – A Periferia Grita”.

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Parte da história de vida transcriada foi utilizada por Solange em sua participação na publicação. Ali estava sua história. Sua autoria, mais que apropriada, levava entre parênteses minha participação. Assim como em minha dissertação sua presença dividiu espaço com outras colaboradoras e com minhas análises.

Transcriação, colaboração e, mais que tudo, a validação do meu trabalho exposta na identificação de minha colaboradora com o NOSSO texto!

O resultado do trabalho de história oral pode não ter sempre esse desdobramento, mas indiscutivelmente apreciar esse desfecho reforça as reflexões teóricas e metodológicas que tantos de nós nos esforçamos para construir!

Educação e Memória: Projetos de História Oral

Por Vanessa Paola Rojas Fernandez

Inseridas no grande tema “Educação e Memória”, três propostas gerais de projetos de história oral podem ser pensadas e executadas entre professores e seus alunos: (1) A construção e preservação de uma memória histórica de instituições educacionais, (2) A problematização de questões sociais contemporâneas existentes nos espaços educacionais e seus entornos, (3) A utilização do método no ensino de História.

Na proposta 1, trata-se do aprofundamento de uma temática pouco conhecida ainda, que é a historicidade das instituições educacionais fornecida pelas memórias das pessoas envolvidas com esses espaços. Nesta proposta, professores e ex-professores, funcionários e ex-funcionários, alunos e ex-alunos ou outros membros da comunidade podem ser entrevistados, de acordo com o projeto elaborado. Assim, os vários grupos existentes podem configurar várias “redes”, fornecendo histórias e opiniões diferentes sobre um mesmo assunto, o que evidencia as múltiplas identidades existentes ao longo da trajetória histórica do local. Tratando-se de um projeto de história oral temática, porém não menos subjetivo, já que constituído segundo valores e sensibilidades de pessoas, a proposta pode ser ampliada e enriquecida com a eleição de uma pessoa de cada uma das redes para ser entrevistada nos moldes da história oral de vida, o que valoriza a trajetória pessoal de sujeitos profundamente envolvidos com a instituição. Outra alternativa de ampliação e enriquecimento desta proposta pode se dar com o acréscimo de outras fontes documentais, já existentes na instituição ou coletados entre os entrevistados, o que, por sua vez, há de gerar um novo tipo de trabalho: o de seleção, organização e conservação de documentos.

Em São Paulo, o Centro de Referência em Educação Mário Covas merece destaque nesta proposta. Entre suas atividades, o “memorial da educação”, constituído de exposições físicas e virtuais sobre a escola pública e a história da educação paulista, de tratamento documental da E.E. Caetano de Campos, de orientação para a preservação de arquivos de escolas antigas e das histórias de escolas estaduais paulistas, com a publicação de dados e informações históricas de diversas escolas em seu site e com a memória oral, que é a coleta e a publicação no site de depoimentos de educadores e alunos da rede estadual paulista. Vale a pena visitar o site do C.R.E. Mário Covas (http://www.crmariocovas.sp.gov.br/) onde podem ser encontrados depoimentos em forma de textos, de vídeos e até mesmo pequenos manuais de orientações para professores!

Na proposta 2, trata-se da problematização de questões sociais contemporâneas existentes nos espaços educacionais e seus entornos por meio da história oral, já que cada espaço educacional agrega em si muito mais do que um espaço físico com educadores e educandos, mas um espaço social e cultural, constituído de relações humanizadas, de trocas culturais, de diálogos e conflitos, sendo, portanto, locais plenos de reflexões a serem desenvolvidas. Assim, histórias de vida de professores, histórias de vida ou história oral temática de alunos da EJA, histórias de vida ou história oral temática com moradores antigos do bairro ou da comunidade onde se encontra a instituição e história oral temática sobre práticas culturais específicas desse local são algumas das temáticas possíveis para problematizar tais questões, valorizando os saberes locais e as diversidades existentes.

Nesta proposta, está sendo desenvolvido um projeto de história oral em uma escola municipal de Campinas/SP, onde muitos de seus alunos são provenientes de outras cidades do país, especialmente do norte e nordeste, constituindo este bairro, portanto, um lócus de imigração. Sendo este um importante tema social do tempo presente e parte da história contemporânea da escola e da própria cidade, este projeto tem como proposta entrevistar alguns desses imigrantes, alunos da EJA, a fim de se construir um registro do tema e gerar reflexões sobre ele. Mais do que isto, evidenciar e valorizar as trajetórias desses alunos, de suas experiências pessoais e coletivas, como proposta pedagógica da escola, uma vez que todo o trabalho está sendo desenvolvido por alunos do ensino regular.

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Projeto “História oral de imigrantes na região do Jardim São Marcos, em Campinas/SP, com alunos da EMEF Padre José Narciso Vieira Ehrenberg”. Professora Vanessa P.R. Fernandez.

Por fim, a proposta 3, que está intimamente relacionada às propostas 1 e 2, quando o professor idealizador do projeto opta para que ele não seja conduzido individualmente, sob o formato de uma pesquisa, mas coletivamente entre professores e alunos, colocando-se como mediador do processo. Nesta proposta, conteúdos da disciplina ministrada podem ser explorados pelos alunos por meio da história oral. Trata-se de um método criativo que se apresenta para o ensino de História e as práticas de sala de aula. A sala de aula expande-se como laboratório de pesquisa e de produção de conhecimentos. Os alunos tornam-se sujeitos mais atuantes no processo educativo como pesquisadores e produtores do conhecimento histórico ou até mesmo como os próprios sujeitos históricos e produtores de sua história. E todas as relações aí existentes tornam-se, enfim, mais humanizadas. No entanto, vários cuidados serão demandados: preparar o projeto com os alunos, conscientizá-los sobre a seriedade do momento da entrevista e o respeito com o entrevistado, orientá-los na elaboração de um roteiro e no tratamento do material registrado, entre outros. Artigo que aborda sucintamente estes cuidados foi escrito pela pesquisadora Suzana Lopes Salgado Ribeiro, “História oral na escola: instrumentos para o ensino de História”, o qual também pode ser acessado virtualmente, no volume 4 do site da Oralidades. Revista de História Oral (http://oralid.vitis.uspnet.usp.br/).

Um minicurso sobre este tema foi realizado no XXVII Simpósio Nacional de História, ocorrido recentemente na UFRN, pelas pesquisadoras Vanessa Generoso Paes e Vanessa Paola Rojas Fernandez.0-1

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O objetivo principal deste minicurso foi evidenciar e estimular trabalhos de história oral em espaços educacionais, abordando o processo de criação e de execução de projetos e refletindo sobre as possibilidades analíticas decorrentes. Trabalhos realizados em escolas e universidades foram apresentados aos alunos como exemplos. Questão que surgiu com o debate, por se tratar do cotidiano profissional e pessoal de vários dos professores presentes no curso e da realidade da educação brasileira, merece aprofundamento:

Como pensar e executar projetos de história oral em escolas que não possuem infraestrutura, tais como gravadores, filmadoras, computadores e Datashow e/ou apoio pedagógico aos professores?

Filme “Carregadoras de Sonhos”, que mostra a rotina de quatro professoras de Sergipe.

Filme “Carregadoras de Sonhos”, que mostra a rotina de quatro professoras de Sergipe.

Referências Bibliográficas

DEMARTINI, Z.B.F. & TENCA S.C. & TENCA A. Os alunos e o ensino na República Velha através das memórias de velhos professores. IN: Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n.52, 1985.

_______________. Magistério primário: profissão feminina, carreira masculina. IN: Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n.86, 1993.

FONSECA, S. G. Ser professor no Brasil: história oral de vida. Campinas: Papirus, 2006.

MEIHY, J. C. S. B. A colônia brasilianista. História oral de vida acadêmica. São Paulo: Nova Stella, 1990.

________________. Manual de história oral. São Paulo: Edições Loyola, 2005.

________________ & HOLANDA, Fabíola. História oral. Como fazer, como pensar. São Paulo: Contexto, 2007.

________________ & RIBEIRO, Suzana Lopes Salgado. Guia prático de história oral. Para empresas, comunidades, universidades, famílias. São Paulo: Contexto, 2011.

RIBEIRO, Suzana Lopes Salgado. História oral na escola. Instrumentos para o ensino de História. In: Oralidades. Revista de História Oral. São Paulo: NEHO, nº4, jun-dez 2008, pp.99-109.

Sites

Banco de memórias e histórias de vida da EPM/UNIFESP: http://www.unifesp.br/centros/cehfi/bmhv/

Memorial da educação do C.R.E. Mário Covas: http://www.crmariocovas.sp.gov.br/

Oralidades. Revista de História Oral: http://oralid.vitis.uspnet.usp.br/

NEHO-USP comemora 21 anos com Seminário Internacional “Conhecimentos Compartilhados: Tradição e Modernidade”

O Núcleo de Estudos em História Oral da USP (NEHO-USP) comemora seus 21 anos de história com o Seminário Internacional Conhecimentos Compartilhados: Tradição e Modernidade. 

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O evento acontecerá em duas etapas, sendo Rio e São Paulo os cenários para o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento e pesquisadores, que poderão também apresentar suas pesquisas.

Em São Paulo, o Seminário acontecerá nos dias 1, 2 e 3 de abril no Memorial da América Latina e terá como conferencistas intelectuais brasileiros como José Carlos Sebe Bom Meihy, Zilda Iokoi e José Luís Fiorin, e internacionais como Martin Lienhard (Universidade de Zurich, Suiça), Héctor M. Cruz Feliciano (Universidad Nacional Autónoma de Nicarágua) e Dov Cohen (Universityof Illinois).

A programação completa e maiores instruções para a apresentação de trabalhos podem ser conferidas nos links abaixo.

Conhecimentos Compartilhados – SP

Conhecimentos Compartilhados RJ-SP

Revista Oralidades recebe contribuições para o próximo dossiê “Tradição versus Modernidade”

A Oralidades: Revista de História Oral (ISSN 1981-4275) está recebendo trabalhos para o dossiê temático “Tradição versus Modernidade”, que comporá o décimo segundo número deste periódico.

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A Oralidades, vinculada ao Núcleo de Estudos em História Oral (NEHO-USP) e ao Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos (Diversitas-USP), oferece-se como espaço para a divulgação e o debate de questões relacionadas à história oral. A revista recebe artigos, entrevistas (histórias de vida), resenhas e traduções. Para o referido dossiê, lembramos aos interessados que o prazo para recebimento de contribuições é 22/03/2013 e o endereço para envio é oralidades.neho@gmail.com

As normas de publicação e o acesso aos números anteriores da revista podem ser consultados aqui.

 

 

Revista Oralidades lança seu novo número com o dossiê “Diversidades e Direitos”

Por Vanessa Generoso Paes e Márcia Nunes Maciel

A História Oral cada vez mais se legitima como estatuto de saber em diálogo como outros, ao invés de mera ferramenta auxiliar de pesquisa. A fundação da Associação Brasileira de História Oral (ABHO) em 1994 e a realização, no Rio de Janeiro, da X Conferência Internacional de História em 1998 foram marcos de um período no qual o termo, a ideia e a prática de História Oral se propagaram em universidades, centros de pesquisa, de documentação, museus e arquivos. Em nossos dias, a História Oral vem sendo desenvolvida em diferentes espaços: na academia, em comunidades e em instituições públicas e privadas, o que qualifica essa área do conhecimento como uma das mais promissoras tendências de entendimento da sociedade.

Dentro desse contexto, a Oralidades: Revista de História Oral surgiu em 2007 com o objetivo de contribuir para a discussão do fazer e do pensar da História Oral, oferecendo-se como espaço privilegiado de diálogo para pesquisadores de diferentes áreas e experiências. É necessário registrar que, além dela, só existe no Brasil um periódico acadêmico dentro dessa área do conhecimento, justamente a da ABHO. Sendo assim, a Oralidades ocupa papel importante no debate acadêmico (e também social), divulgando pesquisas desenvolvidas tanto no país como fora dele. A revista tem periodicidade semestral e publicou até o momento dez números. Desde 2010, possui também edição eletrônica, sendo possível acessar todos os números anteriores no seu site.

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A Oralidades contempla artigos de pesquisadores de diversas áreas do saber articulados com a história oral no âmbito local, nacional e internacional. No sentido de organizar tal produção e reunir textos afins, a revista adotou a ideia de dossiês temáticos, os quais são propostos e coordenados por professores e pesquisadores que estão vinculados ao NEHO. A revista é organizada e dividida em seis sessões: Linha & Ponto, Dossiê, Provocações, Historia Oral de Vida ou Entrevista, Tradução, Resenhas. Na Linha & Ponto, são apresentados textos de caráter ensaístico produzidos por autores convidados. No dossiê, articulam-se artigos referentes à temática escolhida para a edição. A sessão Provocações é o espaço para textos inovadores e provocativos sobre aspectos teóricos e práticos da história oral. História Oral de Vida ou Entrevistas prioriza as diferenciadas formas de apresentar resultados de entrevistas em História Oral. Tradução é um espaço reservado a textos de relevância internacional do debate da história oral. A sessão Resenhas atualiza a produção tanto em História Oral quanto com o diálogo que estabelece com os diferentes saberes. No conjunto das sessões, são reunidos temas que priorizam questões pertinentes à pesquisa da contemporaneidade. Seus autores desenvolvem reflexões e relatam experiências a partir de suas diferentes pesquisas ligadas à história oral.

O novo número da revista, cujo dossê temático é Diversidades e Direitos pode ser acessado no link abaixo:

Oralidades Diversidades e Direitos